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DEPRESSÃO SEM PRESSÃO – Saber sobre a sua dor é o primeiro passo

Quem diria que o Brasil, país do futebol e carnaval, tem a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina e uma média que supera os índices mundiais? Dados publicados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em fevereiro deste ano, aponta 322 milhões de pessoas no mundo sofrendo de depressão o que significa 18% a mais do que há 10 anos. No caso do Brasil, a OMS estima que 5,8% da população nacional seja afetada pela depressão*.

E porquê o país visto tão alegre e festivo não teria casos de depressão? Por acaso se vive em festa o tempo todo? E porque celebridades, gente jovem, bonita, realizada profissionalmente ou espiritualmente e evoluídas não seriam afetadas por esse transtorno?

É fácil quebrar paradigmas dessas questões quando, simplesmente lembramos que, em essência, somos HU-MA-NOS. E ainda, observar que vivemos numa sociedade que estimula a concorrência e onde parâmetros e métricas nos colocam em comparação, generalizadas, uns com os outros, apontando apenas o “melhor lado” da gente com um foco especial no que brilha em nós, ou seja, nossa luz. Seria isso mesmo? Então só há valor se somos “bons”? So haá valor se temos brilho? E isso é possível o tempo todo? Claaaro (trocadilho, rs) que não! Se luz acende, luz apaga.

No filme documentário “Efeito Sombra” do Dr. Deepak Chopra, conteúdos do psiquiatra suíço Jung do século XX**, traz a máxima dos seus estudos sobre o “aceitar a si mesmo” como forma de nos acolher a partir da inclusão do nosso oposto, ou seja, nossa sombra, essa muito mais presente quando a doença nos vem. Dessa perspectiva e entendimento, podemos nos enxergar mais inteiros como luz e sombra, não é mesmo? E somos perfeitos, “acesos” ou “apagados”. Essa é a beleza de SER HUMANO. Dessa forma, o ato de viver torna-se mais real, verdadeiro e pleno podendo nos ajudar a compreender os momentos da vida pelos quais passamos e ainda, potencializar um quadro de melhora da forma como lidamos com nossas doenças.

A doença, sejam ela física ou mental, coloca em cheque a vida que levamos e como a levamos. E nisso, nosso corpo é mestre comunicador. Essas questões da vida são de ordem tão complexa e, ao mesmo tempo, tão natural e presente que é trivial esbarrarmo-nos nas nossas sombras. A depressão, assim como qualquer outra doença, nos tira do fluxo do estado de bem viver e, sério, é importante sinalizar um “ok” pra isso. O nome disso é auto-acolhimento, ou seja, é a capacidade que desenvolvemos de olhar pra si, abraçar o que está acontecendo e, sem se perder em auto-julgamento, auto-rejeição ou negação do que está em evidência, buscar suporte necessário.

Digo isso pra não olharmos pra depressão de forma mais difícil do que é, ou ainda, uma vez acometido pela doença, não virmos somar outras doenças a ela com atitudes constantes de negação. Sem que possamos perceber, essa atitude, além de agravar, inviabiliza o tão almejado estado do ficar bem. Passei anos negando o mais natural em mim: menstruar! Uma vez mulher, dotada de órgãos genitais femininos, a menstruação é natural. Mas por não aceitar esse fato por anos entrei em quadros difíceis, por exemplo, de negar e rejeitar os sintomas como cólicas, vontade de comer, vontade de não comer, oscilação de humor, etc e vários outros sintomas naturais do ciclo menstrual. Sem falar nas formas de coibi-los fazendo uso regular de remédios, tais como anticoncepcionais e anti-inflamatórios, que com o tempo fora agregando outras doenças como enxaquecas (e outras) me levando a fazer uso de outras tantas medicações onde adentrei, sem perceber, num ciclo de adoecimento e uso de remédios constantes.

Depressão é natural da vida e, inclusive, saudável. Sim, saudável! Felicidade também é natural da vida e saudável, mas o tempo todo não tem nada de saudável nisso. Observe que ao longo de um dia podemos nos sentir deprimidos e felizes. E assim como não é saudável SÓ se sentir deprimido, da mesma forma não é saudável SÓ se sentir feliz. Falácias de uma sociedade doente acreditar que é preciso estar feliz o tempo todo…Por conta dessa crença, a tendência é que a OMS registre um aumento muito superior dos índices de depressão apontados no início desse artigo.

Sabemos o quanto a presença de algumas doenças (depressão, obesidade, câncer, etc) nos coloca em sentimentos de medo, culpa e, muitas vezes, vergonha, afinal publicações nas mídias sociais, por exemplo, raramente irão mostrar sobre o lado não feliz da vida. Ficar doente não é legal e ninguém gosta de falar disso, mas é preciso aceitar que faz parte, é da vida e tem função fundamental na permanência de se manter vivo.

Essa semana, em reflexão sobre isso com uma amiga terapeuta ela me disse que “é a dor que nos mantém vivo”. Eureka! É a dor e, no caso, a doença que nos move na direção da sobrevivência! Não se trata de um culto a dor, mas apenas de dar a ela seu devido espaço no existir das nossas vidas sem olhar pra isso como o fim de tudo. Por vezes, ela se trata de um convite para um novo começo.

Portanto, se algo dói, converse sobre sua dor. Dor física ou emocional. Não importa. Dor é dor. Depressão tem cura e olhar pra situação se auto-acolhendo aumenta muito as chances de superar o quadro depressivo. Depressão sem pressão. Com permissão. Com auto-acolhimento e auto-amor.

*Fonte: Estadão. Caderno Saúde. http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-o-pais-que-mais-sofre-com-depressao-na-america-latina,70001676638

**Psiquiatra e psicoterapeuta suíço do século XX que desenvolveu os conceitos de arquétipos e inconsciente coletivo.

Por que se exercitar é tão importante para quem tem diabetes?

 

 

Hoje é a minha estreia nesse blog maravilhoso e eu vim falar com vocês sobre os benefícios do exercício físico para pessoas com diabetes, que é um importante problema de saúde pública no Brasil e nos últimos 10 anos teve um crescimento de 61,8%, segundo dados do Ministério da Saúde.  O desenvolvimento da doença é uma tendência mundial e já atinge 8,9% da população brasileira (um número assustador de aproximadamente 18,5 milhões de pessoas somente no Brasil).

O diabetes lesiona e mata indiretamente por causa de cegueira, doença renal, cardiopatia, acidente vascular encefálico e doença vascular periférica.

 

  • O que é diabetes?

Antes de explicar sobre como os benefícios gerados pela prática regular e bem orientada de exercícios físicos podem ser utilizados numa intervenção não farmacológica primária controlando os níveis glicêmicos, eu gostaria de explicar rapidamente sobre a doença. Diabetes é uma doença caracterizada por hiperglicemia (glicose sanguínea elevada), resultante da secreção inadequada de insulina (Tipo 1 – Diabetes Mellitus Imuno Dependente), redução da ação da insulina (Tipo 2 – Diabetes Mellitus Não Imuno Dependente) ou ambas.

O diabetes tipo 1 é a menos comum entre as duas, ocorre sobretudo em indivíduos jovens e está associada com uma desregulação do sistema imunológico que destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Os sinais de alerta que surgem rapidamente, são: sudorese, urinação frequente, sede incomum, fome extrema, rápida perda de peso, fadiga, irritabilidade, náusea e vômito. Por isso, se o seu pequeno apresenta esses sinais, fique atento!

Já o diabetes tipo 2 representa cerca de 90-95% de todos os diabéticos, e os pacientes exibem diversos fatores de risco além do diabetes, como: hipertensão, colesterol alto, obesidade e inatividade. Normalmente, esse quadro se apresenta em indivíduos que abusam na ingestão de alimentos ricos em carboidratos simples (açúcar, doce, sorvete, refrigerante, etc), levando a um quadro de hiperglicemia. Consequentemente, o organismo também precisa elevar a produção de insulina na corrente sanguínea, e devido a esse excesso de insulina o tecido cria uma espécie de “aversão” e fica resistente a ação desse hormônio.

Muita atenção aos papais, pois apesar do diabete do tipo 2 ser mais comum em indivíduos com idade mais avançada, atualmente, devido ao elevado nível de sedentarismo, inatividade física e obesidade, algumas crianças já são diagnosticadas com essa doença.

  • Nível de glicose sanguínea

Ok Igor, mas onde o exercício físico entra nessa conversa toda? O exercício aumenta a velocidade de remoção da glicose do sangue pelo músculo, em busca de energia para a contração. No entanto, eu preciso explicar o que ocorre durante o estado de repouso, na ausência do “estresse” físico. Após uma refeição rica em carboidrato, o nível de glicose na corrente sanguínea se eleva estimulando o sistema nervoso a enviar uma mensagem ao pâncreas para secretar a insulina. O hormônio em questão é responsável por fazer a sinalização a transportadores específicos nas células musculares, o GLUT-4 (guardem bem esse nome que ele voltará a ser falado). Esse transportador é o responsável por captar a glicose da corrente sanguínea e encaminhá-la para dentro das células musculares, que é o tecido onde boa parte desse combustível energético fica armazenado na forma de glicogênio muscular, restabelecendo os níveis normais de glicose na corrente sanguínea. Porém, o diabético do tipo 1 (caso esteja descompensado) e do tipo 2 não conseguem pegar essa glicose e fazer com que ela entre no tecido muscular para gerar energia, o primeiro pela desregulação do hormônio no organismo e o segundo pela resistência criada pelo tecido ao hormônio.

 

  • Efeitos agudo do exercício físico no diabético

Durante a realização do exercício físico o corpo precisa de energia extra para realizar o trabalho muscular, e boa parte dessa energia é advinda da glicose sanguínea e do glicogênio muscular. Diversos hormônios (adrenalina, noradrenalina, cortisol, GH, glucagon, etc) aumentam a sua taxa de circulação a fim de manter o metabolismo energético estável, no entanto, o nível de insulina diminui durante o exercício. Pensem comigo, se o nível de insulina durante a realização de um exercício físico também se elevasse, toda a glicose sanguínea seria levada para dentro das células musculares e faltaria em outros tecidos que são vitais para o bom funcionamento da máquina humana, principalmente o cérebro. Uai Igor, não entendi! Se o nível de insulina diminui, então como a glicose entra para dentro da célula? Lembram do GLUT-4? A contração muscular (por meio do cálcio e do AMP) desempenhada no exercício é capaz de translocar os receptores GLUT-4 sem a necessidade da ação da insulina. Agora pensem vocês: para quem seria interessante captar mais glicose sem precisar de insulina? Bingo! Para o diabético. Esse é um efeito agudo poderosíssimo que o exercício físico desempenha em indivíduos com diabetes, sendo possível até que seja omitida a dose de insulina exógena antes da prática de exercício físico, pois o mesmo faria a função da insulina. Só não esqueça de procurar orientação com um profissional especialista no assunto.

 

  • Efeitos crônico do exercício físico no diabético

Além do benefício agudo, outros benefícios são gerados pelas adaptações fisiológicas ao treino regular em indivíduos com diabetes:

  1. – Aumento da ação da insulina (seja ela endógena ou exógena).
  2. – Aumento da captação da glicose pelo músculo através de 3 mecanismos: aumento da ação da insulina; aumento da expressão de glicotransportadores (GLUT4 – Olha ele aí de novo); e aumento da sensibilidade à insulina, ou seja, as células deixam de ser resistentes a esse hormônio.
  3. – Aumento da captação de glicose no período pós exercício para reposição dos estoques de glicogênio nas células musculares.
  4. – Opá! Se a glicose está entrando no músculo, logo ela está saindo da corrente sanguínea.

 

Lembrando sempre a vocês que o exercício é apenas uma parte do tratamento (e prevenção), dieta é a outra parte não menos importante. Portanto, não deixe de consultar também um nutricionista para que você alcance um resultado mais efetivo e potencializado. Na ATP você encontrará uma equipe especializada e pronta para controlar está patologia, com doses diárias de um santo remédio, o “treinolol”. E o melhor de tudo, esse remédio não possui contra-indicações.

 

Por Igor Almeida

 

NERVO CIÁTICO

O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano, tendo sua origem nas últimas vértebras da lombar e início do sacro e passando pelos glúteos, parte posterior da coxa, atrás dos joelhos, panturrilha e chegando até o pé. A inflamação deste nervo causa dores que podem ir desde a região lombar até o pé dependendo do grau da inflamação. Também pode acarretar em perda de força nos membros inferiores, formigamento e choques. Essas consequências podem impossibilitar a caminhada e a manutenção da postura, sendo necessário, em alguns casos de crise, a ingestão de remédios analgésicos fortes.

Essa inflamação no ciático tem sua causa devido a compressão do nervo, seja na sua origem (nas vértebras) ou no seu percurso (contraturas musculares). Essas compressões são decorrentes de patologias degenerativas (hérnias de disco, artrose discal e espondilolistese), postura incorreta e repetitiva da cintura pélvica (ficar sentado torto quando está no sofá vendo TV ou dirigindo por uma longa distância ou ainda sentar com a carteira no bolso de trás da calça), traumas decorrentes da musculação (levantar peso de maneira incorreta) ou de esportes de alto impacto (corrida, futebol, vôlei, futevôlei, etc).

Os sintomas dessa inflamação são:

– Sensação de queimação nas costas, região do glúteo ou na parte posterior da coxa;

– Dificuldade em ficar em uma posição por muito tempo;

– Dificuldade em estender o joelho;

– Dor ininterrupta na região lombar;

– Dificuldade em realizar movimentos básicos como sentar ou levantar da cama;

– Perda de força de membros inferiores;

O tratamento mais eficaz é o aumento da sua flexibilidade muscular e mobilidade articular. Estes são fatores determinantes para diminuir a compressão do nervo e, consequentemente, a inflamação acabando com as dores. Mas, mais importante do que o tratamento, a prevenção se torna algo imprescindível para evitar que se venha a ter ou que a crise volte a se repetir.

Na ATP, possuímos técnicas extremamente efetivas para ajudar você a não ter mais essas dores no ciático ou, se você nunca teve, garantir que você não venha a ter. Exercícios de soltura muscular, tratamento de pontos gatilhos, ganho de mobilidade e flexibilidade, fortalecimento do CORE e ganho de força muscular estão presentes no nosso método e são utilizadas em todos os nossos clientes que apresentam este problema com resultados incríveis (como é o caso da Zuzu). Além disso, nós também eliminamos o fator de risco relacionado ao movimento errado no treinamento. Nossos profissionais são altamente capacitados para fazer com que você realize os movimentos corretamente, sem risco para sua coluna!

 

A MELHOR IDADE É O HOJE!

Quantos de nós somos pegos dizendo “não tenho mais idade pra isso”? É só nos convidar ou colocar algo novo ou inusitado para fazermos que essa frase já aparece estampada com letras garrafais, em neon, como auto defesa pra se livrar daquilo, não é mesmo? O nosso corpo, na sua própria inteligência, detecta o desafio da atividade proposta e emite sinais que comunicam, em algum grau, o que damos e o que não damos conta de fazer.

Algumas alunas vovós contam que adoram brincar com os netos, mas quando eles pedem pra elas abaixarem, por exemplo, umas fazem porque estão praticando exercícios e outras não fazem por ter perdido a função do movimento e o corpo avisa que se fizer aquilo, não vai ser bom. E é isso mesmo!

Antes da gente, o corpo sabe das coisas. Se ficar 10, 20, 30 anos sem fazer algo, quando quiser fazer, não vai ser apenas difícil. Pode também machucar. Porém, se começar a fazer, respeitando os limites do corpo que começa a se movimentar, conseguirá fazer. É como o filósofo grego Aristóteles, 300 a.C, já dizia: “Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.”

É verdade que se levamos uma vida que nosso corpo não ganha atenção com cuidados básicos de alimentação e atividade física, qualquer convite que saia da rotina já causa desconforto natural. Por isso é tão importante desenvolver conhecimento do corpo, que sim, deveria ter vindo da escola clássica no conteúdo de educação física, mas que mesmo com esse conteúdo, se estacionamos o cuidado com o corpo depois da fase escolar, perdemos a conexão com a casa que habitamos e não sabemos mais o que há dentro dela.

Se comparamos o corpo à nossa casa, vale lembrar que ele nasceu com a estrutura toda pronta. O corpo nasceu pronto, com todas funções disponíveis para uso. A mobília e a decoração fica por conta das escolhas que fazemos. Ocorre que, se abandonamos a casa, a poeira toma conta e impede que a mesma tenha vida e estórias pra contar. Limpar e cuidar da casa não tem hora certa pra começar. Limpar e cuidar do corpo, também não. Então o convite é co-me-çar.

Idade cronológica e idade biológica não coincidem se fazemos o cuidado da casa. É o cuidado que está em jogo e não a idade. É natural que a idade coloca limites ao processo do corpo, mas é preciso considerar que, em nossa cabeça, colocamos esse limite antes do próprio corpo.

Por isso, se a vida convida para brincar com filhos e netos, conhecer lugares novos, tocar um instrumento, passear com a família, dançar, escrever um livro ou descobrir um esporte diferente, experimente começar! A melhor idade é o hoje.


SUA SAÚDE: 4 DICAS ESSENCIAIS PARA UMA VIDA PLENA

Todos nós desejamos viver bem, gozar a vida, aproveitar os momentos com nossa família, com nossos amigos. Queremos ter energia e disposição para colocar nossos projetos profissionais em curso para alcançarmos nossos objetivos. Em resumo como diriam os Titãs: “A gente não quer só comida. A gente quer comida, Diversão e arte … A gente quer fazer amor… A gente quer prazer… A gente quer dinheiro e felicidade. Você tem sede de quê?”. Ser humano tem sede de vida. Mas a vida só é plena se for uma vida saudável.

Quatro são os Pilares para termos uma vida plena e saudável:

 

  1. Atividade física regular e adequada.

 

Há duas maneiras de você contribuir para o mal funcionamento do seu corpo: usando pouco, sedentarismo ou usando demais, como ocorre com atletas e com pessoas que exageram na atividade física.

Sim! Existe uma “dose” certa de exercícios para cada pessoa conforme o seu momento atual, assim como, existe também, uma abordagem técnica adequada, para cada pessoa. Por isso não existe uma receita mágica que funciona para todo mundo. E é exatamente por existirem estas fórmulas mágicas que as pessoas desistem de se exercitar, pois acabam se frustrando com expectativas que não se cumprem.

Outro paradigma a ser quebrado é o de  “quanto, mais melhor”. O mais importante no treinamento físico é a regularidade. Às vezes, querendo tirar o atraso, achamos que  treinar todo dia, um monte de modalidades juntas irá nos levar ao resultado desejado. Essa estratégia não só não trará bons resultados, como  aumentará seu risco de lesão.

Treinar certo é mais eficaz do que treinar muito. Tão importante quanto estimular seu corpo se exercitando é equilibrar com descanso e alimentação adequada. Esta é uma ótima notícia, pois treinar de 2 a 4 vezes por semana, com sessões de até uma hora de duração são, junto com um programa de treino individualizado, a dose adequada de exercícios para se ter uma vida saudável.

 Nosso corpo foi feito para se mover. Se mova de forma correta.

 

  1. Qualidade e quantidade de sono.

 

A falta de um sono reparador desequilibra todo o funcionamento do corpo. As consequências mais aparentes, são: cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, entre outros. Porém, estas são as menores perdas causadas pela privação do sono. Há vários estudos científicos comprovando efeitos muito mais graves, como:

  • Obesidade: Menos de seis horas de sono causam alterações na produção dos hormônios que equilibram o apetite;
  • Risco aumentado de AVC: Adultos que dormem menos de seis horas por noite têm quatro vezes mais chances de ter derrame;
  • Osteoporose: Dormir pouco impede que ocorra a reparação e síntese de cálcio nos ossos;
  • Aumento de problemas cardíacos: dormir seis horas ou menos por noite aumenta em 48% as chances de desenvolver doenças no coração;
  • Desequilíbrios metabólicos: dormir pouco impede o processo de reparação que ocorre à noite, gerando o aumento da cintura abdominal, aumento da pressão arterial, alterações de colesterol, triglicérides e glicemia;
  • Aumento do risco de câncer: dormir pouco aumenta os riscos de câncer de mama, entre outros;
  • Diminuição da expectativa de vida: ter menos de seis horas de sono implica em morte precoce.

Creio que a esta altura você já entendeu que dormir é vida e que dormir proporciona saúde e qualidade de vida. Invista na qualidade e quantidade do seu sono. Para te ajudar seguem algumas dicas:

  1. Tenha uma rotina de sono, indo dormir sempre que possível em horários próximos. Crie um ritual para ir desacelerando a mente. Meditar é uma ótima forma de desacelerar a mente, preparando seu corpo para uma ótima noite de sono;
  2. Evite cafeína, álcool e tabaco, principalmente próximo do horário de dormir;
  3. Evite usar a cama para trabalhar ou ver TV. Use apenas para dormir e fazer coisas mais divertidas…
  4. Deixe o quarto fresco e arejado. Dormimos melhor com temperaturas amenas, por volta dos 20ºC;
  5. Mantenha o quarto escuro antes de dormir, evitando focos de luz forte, como TV, tablets, celulares e computadores;
  6. Faça exercícios regularmente, pois a prática regular ajuda na produção da melatonina, que é o hormônio do sono;
  7. Se o seu caso for mais grave procure um médico, pode ser que você precise de uma ajuda clínica.

 

  1. Alimentação saudável.

 

Todo mundo já ouviu falar a célebre frase: “você é o que você come”. Apesar de nossa saúde não reduzir apenas a questão alimentar, com certeza ela é importantíssima para manter o organismo em equilíbrio e por consequência saudável.

Por muito tempo abordou-se a questão alimentar com foco no balanço energético do consumo dos macronutrientes: carboidratos, gorduras e proteínas. Usava-se a famosa pirâmide alimentar, lembra-se dela?

Atualmente sabe-se que tão importante quando o equilíbrio dos macronutrientes na nutrição do nosso corpo, os alimentos funcionais são de fundamental importância para o bom funcionamento do organismo.

Os alimentos funcionais se ingeridos regularmente podem oferecer vários benefícios à saúde, que vão além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer, hipercolesterolimia, níveis elevados de triglicérides, hipertensão, diabetes, dentre outras.

Estes nutrientes são comumente encontrados em cereais integrais, frutas e vegetais. Para ter acesso a uma lista de alimentos funcionais e seus benefícios, acesse o link http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html.

Não caia no paradigma de que nutricionista é só para quem quer emagrecer ou ficar “fortão”, ok? Procure um nutricionista, ele poderá ajudar à você ter uma alimentação mais saudável.

 

  1. Capacidade de lidar com situações de stress.

 

Todos os dias estamos expostos a inúmeras situações estressantes, seja no trânsito, no trabalho ou mesmo em casa. A grande questão é que ninguém nos ensinou a lidar com o stress, aprendemos matemática, história, geografia, português, mas saber identificar e lidar com as nossas emoções, não!

Segundo estudiosos da psique humana, somos seres que utilizamos a razão para explicar nossas escolhas emocionais. Se as emoções são a base das nossas escolhas e  refletem como as coisas e os outros nos atingem, não seria razoável desenvolvermos esta competência? Daniel Goleman em seu best-seller Inteligência Emocional nos mostra como é fundamental a competência emocional para uma vida mais equilibrada, saudável e bem sucedida. Pois, pessoas que lidam melhor com as situações de stress, conseguem construir relações mais saudáveis nos vários ambientes da sua vida.

Existem formas de desenvolver o autoconhecimento. Citarei algumas que serão úteis, uma vez que já foram testadas e validadas.

  1. Procure uma ajuda profissional, como: um psicólogo, um psicoterapeuta ou um coach. Busque referências do trabalho deste profissional e veja se a linha de trabalho dele te agrada;
  2. Faça cursos, como o item anterior as referências e alinha de trabalho devem ser analisados;
  3. Medite. A meditação é uma prática milenar e com extensa comprovação dos seus benefícios. Meditar é um processo simples, principalmente se você tiver paciência e regularidade na prática, pois quanto mais você praticar melhores serão os resultados.

Procure ir implementando um de cada vez, pois a mudança de hábitos é um processo que precisa de tempo e normalmente fazer muitas mudanças simultâneas acaba não sendo um processo efetivo, por isso não tenha pressa, tenha constância.

Espero que este breve guia possa ajudar você a ter uma vida melhor.

 

Enjoy your life!

 

CARBOIDRATO, NOBRE OU VILÃO?

E aí pessoal vamos que vamos???

Essa semana vamos falar sobre nosso tão nobre CARBOIDRATO… Nobre para alguns e vilão para outros…

Atualmente, observamos uma busca por dietas mais restritivas nesse nutriente, sempre com o objetivo principal de melhorar a composição corporal, fato que tem despertado grande interesse nos estudos acadêmicos sempre na tentativa de encontrar soluções a longo prazo.

Note, A LONGO PRAZO! Por certo a restrição de carboidrato é responsável por resultados promissores e tem sido base para diferentes tipos de dieta. O que se sabe é que diversos estudos relatam que importantes alterações metabólicas ocasionadas por essa redução culminam em uma na melhoria da composição corporal a curto prazo.

O que acontece na verdade é que em nossa modernidade das escolhas de alimentos industrializados valorizamos demais o consumo dos carboidratos refinados encontrados nos produtos prontos para consumo nas prateleiras dos supermercados. Assim, condicionamos nosso corpo, para não dizer mimamos o nosso corpo, a utilizar a fonte de carboidrato simples como principal fonte energética, e isso é o que traz o malefício do temido Carboidrato.

Então, reeducar as escolhas, é muito mais importante do que se reeducar a partir de um modismo dietético!

Não adianta optar por uma dieta LOW CARB se você não conseguiu mudar a essência das suas escolhas, isso sim é um processo de reeducação alimentar!

Optar por um padrão alimentar onde suas escolhas fiquem mais voltadas para os produtos naturais, da fazenda, com certeza lhe trará benefícios além do que se você optasse por somente reduzir o carboidrato da sua dieta e, que quando o fosse utilizar, escolheria na forma de produtos industrializados com alto poder de absorção e impacto negativo no seu corpo!

Então, nunca se esqueça que Mens sana in corpore sano (“uma mente sã num corpo são”).

Esqueça as dietas, se reeduque e procure um bom padrão alimentar para você!

REEDUQUE SUA MENTE PARA REEDUCAR SUA ALIMENTAÇÃO! Limpe seus pensamentos, o resto vem!

Abraço Galera!

Rodrigo Amaral